sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vem aí...


Que tipo de solo sou eu?



LER Marcos 4.1-20.

A parábola é uma narração alegórica que contém algum preceito moral. Jesus contou várias parábolas com a intenção de ilustrar e ensinar aos seus ouvintes profundas verdades divinas. Em suas parábolas, Jesus sempre usava coisas comuns que eram conhecidas por todos, como pão, sal, luz, ovelhas e sementes, etc. As parábolas eram uma forma de ensino muito comum no Judaísmo. A Parábola do Semeador é uma ilustração que engloba todos aqueles que ouvem da Palavra de Deus, podendo ser eu ou você, a depender de como a mensagem é recebida. A Palavra de Deus é como uma semente lançada ao solo. Dependendo do tipo de terra, a semente poderá maturar ou não.

Agora, uma pergunta: que tipo de solo somos nós? Nesta parábola contada pelo Senhor Jesus, há quatro tipos solos receptores desta semente:

1. O solo que está à beira do caminho (v. 15).
Este solo recebe a semente, mas não chega nem a penetrar na terra, pois as aves logo a comem. As aves são Satanás que rouba a Palavras daqueles que a ouvem, os quais ficam apenas à beira do Caminho da Salvação, mas não entram Nele. São os expectadores. Apenas assistem, mas não firmam um compromisso, sendo estes vulneráveis às investidas do diabo.

2. O solo que está em terreno rochoso (v. 16-17).
Este tipo de solo é duro, mas a semente germina, porém não permite que a nova planta aprofunde sua raiz. Fica então vulnerável ao Sol. Este solo são aqueles que recebem a Palavra, tendo uma alegria grande em conhecê-la, mas não são tão sensíveis a Ela, não se aprofundando. Eles são crentes superficiais, e quando vêm os obstáculos, se deixam levar por eles.

3. O solo que está em meio aos espinhos (v. 18-19).
A Palavra cai neste solo, sendo ele até um solo visivelmente bom, pois a semente matura e até gera uma planta, mas não produz frutos, pois está entre os espinhos que a sufocam. Este solo são pessoas receptíveis à Palavra, a retém em seus corações, mas as coisas do mundo (as ocupações, a fascinação das riquezas e demais ambições) concorrem com a Palavra, sufocando-a e deixando estas pessoas infrutíferas.

4. O bom solo (v. 20).
Esta é uma boa terra, pois a semente germinou, cresceu e deu multiplicados frutos. Este solo são pessoas receptivas ao Evangelho, que mergulham no Caminho da Graça, se aprofundam no conhecimento e na vivência do Reino e não se embaraçam com as coisas deste mundo. A Palavra plantada se multiplica tremendamente.

Creio nas palavras de Jesus citadas em João 10.10: O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Quando não temos um compromisso firmado com Deus, estamos suscetíveis às ações malignas que promovem morte, roubo e destruição, mas quando reagimos positivamente à mensagem do Evangelho, abraçando-O, o Senhor Jesus nos eleva a uma vida abundante em todas as áreas de nossas vidas.

Pr. Enádio Ferreira


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domingo, 24 de março de 2013

Eu vou!


Ele nos dá a vitória



Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Ninguém! Porque ele nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós! Se ele nos deu o seu Filho, será que não nos dará também todas as coisas? (Romanos 8.31-32)

O versículo acima citado é o início da conclusão do capítulo 8 da Carta do Apóstolo Paulo aos Romanos, após ele nos trazer uma explanação acerca dos sofrimentos que passaríamos como cristãos, mas que em todo momento teríamos o amparo do Espírito Santo. Neste capítulo, Paulo fala sobre suportarmos os sofrimentos que vêm juntamente com a nossa decisão de servir a Jesus. Estes sofrimentos nós suportamos através de nossa esperança numa glória futura, com paciência, com a certeza do auxílio do Espírito de Deus em nossas fraquezas. E como disse o Apóstolo: Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? E ele mesmo responde: Ninguém! (v. 31). Paulo nos leva a pensar que se Deus nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós (...), será que não nos dará também todas as coisas? (v. 32). Se Ele, o Senhor, teve tão grande Amor por nós para nos dá o que mais precioso Ele tinha, Ele pode neste mesmo Amor nos dá qualquer coisa! Ele é o nosso Deus que nos dá a vitória, a vitória sobre os nossos inimigos.

Sobre quais inimigos, Deus nos dá a vitória. Listo aqui pelo menos cinco:

1. Ele nos dá a vitória sobre a morte.
Onde está, ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão? (1 Coríntios 15.55).
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá (João 11.25).
A morte que traz pavor e inquietação a muitos que vivem no pecado, sem Jesus, pois sabem que vão para o Inferno, para nós, cristãos, é “apenas o avião que se pegar para o Céu!”

2. Ele nos dá a vitória sobre a vida.
Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem? (Mateus 8.23-27)
A vida possui suas surpresas, suas adversidades e enfermidades. Jesus está em nosso barco para repreender os ventos, acalmar as tempestades e nos levar à outra margem em segurança.

3. Ele nos dá a vitória sobre o império das trevas.
Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados (Colossenses 1.13-14).
Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais (Efésios 6.11-12 - NVI).
Nós temos as armas para lutarmos contra as trevas, de onde já saímos e para onde não queremos mais retornar.

4. Ele nos dá a vitória sobre os gigantes da alma.
Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade (2 Coríntios 3.17).
Esses gigantes podem ser medos que paralisam; traumas (feridas) de fatos marcantes como abusos, acidentes ou doenças; mágoas e falta de perdão. Temos aprendido que só em Jesus podemos vencer estes gigantes.

5. Ele nos dá a vitória sobre a miséria e mesquinhez, trazendo prosperidade.
A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda. A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado (Provérbios 11.24-25).
A prosperidade segundo a Bíblia é paz, saúde e segurança e isso vem através de um coração disposto a dar.

Quem melhor quer o nosso bem é Deus. Ele jamais nos abandonará no campo de batalha. Ele é nosso maior doador, pois nos deu Seu Filho Unigênito e ainda continua dando vitórias a cada um de nós que somos do Seu Povo. Que Deus Maravilhoso! Glória a Ele!

Pr. Enádio Ferreira.

Testemunho de Bethany Hamilton - Edificante!

domingo, 10 de março de 2013

Caminhando na Contramão



Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem (Mateus 24.37-39 - NVI).

Nós vivemos os últimos dias da Igreja nesta Terra. Dias em que o pecado e a corrupção do gênero humano têm-se multiplicado. Dias em que vemos a quebra dos padrões da família e os valores e os princípios éticos e morais se espedaçarem. O Relativismo tem penetrado na vida das pessoas, em que o que antes era errado ou proibido agora “depende” como se vê ou se encara. A Bíblia descreve muito bem sobre estes “tempos difíceis”:
Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também. São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé (2 Timóteo 3.1-8 - NVI). 

Jesus afirmou que estes últimos dias não é diferente dos dias de Noé. Noé foi da décima geração após Adão. Duraram apenas dez gerações para que o pecado se multiplicasse sobre toda a Humanidade existente na sua época. Era tanta a currupção no coração humano que o Senhor resolveu agir:
O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra, e isso cortou-lhe o coração. Disse o Senhor: “Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, os homens e também os grandes animais e os pequenos e as aves do céu. Arrependo-me de havê-los feito” (Gênesis 6.5-7 - NVI).

Mesmo com a intenção de varrer o pecado da Terra, o Senhor ainda acreditou num remanescente que poderia viver fora deste sistema corrompido por Satanás que se chama “mundo”. O Senhor resolveu preservar Noé:
A Noé, porém, o Senhor mostrou benevolência (Gênesis 6.8 - NVI).

Deus viu em Noé algo diferente. Enquanto todo o mundo esta indo numa direção, Noé tomava a direção contrária. E foi por viver na contramão que o Senhor o preservou. É isso que Jesus espera de nós, que caminhemos na contramão do mundo, que vivamos não de acordo com os seus ditames, mas que sejamos diferentes e falemos em alto e bom tom: “Tô fora!”

Vamos aprender hoje um pouco com Noé sobre o que é caminhar na contramão:

1.  Caminhar na contramão é andar com Deus em justiça e integridade.
Esta é a história da família de Noé: Noé era homem justo, íntegro entre o povo da sua época; ele andava com Deus (Gênesis 6.9).
Enquanto muitos “querem passar a perna” uns nos outros, dá um jeitinho em tudo, desfalcar o caixa da empresa e viver no egoísmo, eu preciso é andar com Jesus. Muitos irão sentar em rodas de escarnecedores (Salmo 1.1) e querer viver uma vida dupla, com um pé na igreja e outro no mundo, mas eu não, eu vou é viver na inteireza de coração perante o Senhor.

2.  Caminhar na contramão é se envolver nos projetos de Deus, mesmo que para muitos pareça loucura.
Você, porém, fará uma arca de madeira de cipreste; divida-a em compartimentos e revista-a de piche por dentro e por fora. Faça-a com cento e trinta e cinco metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura e treze metros e meio de altura. Faça-lhe um teto com um vão de quarenta e cinco centímetros entre o teto e corpo da arca. Coloque uma porta lateral na arca e faça um andar superior, um médio e um inferior. Eis que vou trazer águas sobre a terra, o Dilúvio, para destruir debaixo do céu toda criatura que tem fôlego de vida. Tudo o que há na terra perecerá (Gênesis 6.14-17 - NVI).
Construir uma grande embarcação numa época em que nem chovia na Terra parecia uma grande loucura! Isso demorou 100 anos. Imagine as pessoas passando, vendo Noé construindo a arca, e rindo dele. Foi chamado no mínimo de maluco. Mas Noé creu na Palavra do Senhor e estava resolvido em obedecer. Servir a Jesus, viver os planos de Deus e andar em obediência à Sua Palavra pode parecer loucura, mas para nós não. Podem até rir de você, mas eles não sabem que são eles quem estão perecendo, enganados pelo diabo e você é quem está vivendo a verdadeira vida e viverá acima do “dilúvio” que irá destruí-los.

3.  Caminhar na contramão é envolver toda a sua família neste projeto de Deus.
Então o Senhor disse a Noé: Entre na arca, você e toda a sua família, porque você é o único justo que encontrei nesta geração. E Noé fez tudo como o Senhor lhe tinha ordenado. Noé tinha seiscentos anos de idade quando as águas do Dilúvio vieram sobre a terra. Noé, seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos entraram na arca, por causa das águas do Dilúvio (Gênesis 7.1,5-7 - NVI).
Você não pode aceitar que somente você desfrute da Vida Abundante e da Salvação prometida por Jesus e sua família estar perecendo neste mundo de pecado e por fim ir ao Inferno. Você precisa crer orar, jejuar, pregar para eles. Deus vai operar. Se você já tem crentes em Jesus na sua casa, peça a ele que se junte a você numa campanha pelos outros. Papais e mamães, ensine aos seus filhos os Caminhos do Senhor, sente com eles, orem juntos e admoeste-os. Casados, leiam a Bíblia com seu cônjuge, ore com ele. Conquiste-o na sabedoria de Deus, pois temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2.16).

4.  Caminhar na contramão é viver na completa dependência de Deus.
No dia em que Noé completou seiscentos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram. E a chuva caiu sobre a terra quarenta dias e quarenta noites. Naquele mesmo dia, Noé e seus filhos, Sem, Cam e Jafé, com sua mulher e com as mulheres de seus três filhos, entraram na arca. Com eles entraram todos os animais de acordo com as suas espécies: todos os animais selvagens, todos os rebanhos domésticos, todos os demais seres vivos que se movem rente ao chão e todas as criaturas que têm asas: todas as aves e todos os outros animais que voam. As águas subiram até quase sete metros acima das montanhas. Todos os seres vivos que se movem sobre a terra pereceram: aves, rebanhos domésticos, animais selvagens, todas as pequenas criaturas que povoam a terra e toda a humanidade. E as águas prevaleceram sobre a terra cento e cinqüenta dias.
Então Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e rebanhos domésticos que estavam com ele na arca, e enviou um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar.
No vigésimo sétimo dia do segundo mês, a terra estava completamente seca. Então Deus disse a Noé: Saia da arca, você e sua mulher, seus filhos e as mulheres deles. Faça que saiam também todos os animais que estão com você: as aves, os grandes animais e os pequenos que se movem rente ao chão. Faça-os sair para que se espalhem pela terra, sejam férteis e se multipliquem (7.11-14,20-21,24;8.1,14-17 - NVI).
Noé estava na arca com toda a sua família. Também havia pares de todos os animais. O mantimento não duraria para sempre. Choveu por quarenta dias e quarenta noites e, até que as águas se secassem e eles saíssem da arca, durou ao todo 371 dias. Durante todo este tempo, Noé precisou crer em Deus, que não permitiria que nada faltasse. Mesmo que você tenha que deixar tudo para seguir Jesus, não temas, pois Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades (Filipenses 4.19).

O mundo tem o seu sistema, mesmo que isso tenha aparência de algo bom, com seus prazeres carnais e deleites transitórios, o fim dele é a morte. Mas Cristo nos dá vida. Ainda que esta renúncia ao mundo seja difícil ou dolorosa, prefiro estar ao lado de Jesus. A verdadeira alegria brotará no meu coração e a paz reinará em meu interior. Viva Jesus, caminhe na contramão do mundo.

Pr. Enádio Ferreira.

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Santidade

sexta-feira, 1 de março de 2013

Lugar de Decisão



     Ler Deuteronômio 1.19-33.

As Escrituras sempre nos encorajam a conquistas na vida. Infelizmente, muitos vivem na pobreza espiritual e na derrota porque deixam de se apossar de tudo quanto Deus preparou para uma vida vitoriosa. Preferem abrir mão da luta, ao invés de encarar os desafios, passando a viver na mediocridade. Isto é evidente no texto que acabamos de ler. Como eram grandes as promessas do Senhor para os hebreus! Presenciaram a manifestação de Deus no Egito, que os libertou com a Sua mão poderosa, após quatro séculos de escravidão, para transformá-los numa nação cheia de esperança no futuro. Eles iriam desfrutar de uma terra deleitosa, produtora do melhor que Deus poderia oferecer! Mas, não, preferiram se acovardar e conviver com a mesmice e com insignificância.

Após saírem do Egito, o povo hebreu se acampou aos pés do monte Horebe, onde Deus deu a Moisés as tábuas da Lei, partindo depois dali e passando a se acampar em Cades-Barnéia, Este lugar é um vale coberto por vegetação, que fica no deserto de Zim; era um pequeno oásis, que na estação chuvosa, se tornava bem irrigado e fértil. Ali, eles permaneceram por 37 anos. Era bem aquém da Terra da Promessa, que “manava leite e mel”, mas já era um lugar bem melhor do que o Egito. Dali o povo não mais prosseguiu. Deus tinha um lugar de sonhos para eles, mas eles se contentaram com o mínimo.

Em Cades-Barnéia foi o cenário da rebelião de Coré, dos murmúrios do povo e do florescimento da vara de Arão (Números 16–17). Foi perto dali que Moisés feriu a rocha e a água jorrou (Números 20:7–11). Foi também dali que Moisés enviou os doze espias, para olhar a terra de Canaã e prestar um relatório sobre o lugar e como chegar até lá. Mesmo reconhecendo que a era uma “terra dos sonhos”, dez dos doze espias voltaram de Canaã temerosos com os habitantes da terra, contaminando o povo de medo e pessimismo. Foi neste momento que eles tomaram a decisão de não prosseguir a caminhada rumo a Terra Prometida. Cades-Barnéia foi o lugar de decisão. Não de uma decisão de prosseguir e conquistar as promessas de Deus, mas a decisão de permanecer no pequeno e limitado lugar que era muito menor do que estava preparado logo adiante.

Todos nós chegamos, na vida, a um lugar de decisão. Num momento que devemos escolher prosseguir a caminhada ou ficar paralisado, condenado a viver preso à insignificância.

Não foi assim com alguns homens de Deus que a Bíblia relata. Nas Escrituras encontramos fatos narrados de personagens que saíram da insignificância para a notoriedade, após tomar uma decisão de desafiar. Dentre muitos, posso destacar:

* O valente GIDEÃO – Não se conformou com o domínio do inimigo, e mesmo sendo a pessoa menos importante de uma família simples, topou liderar seu povo na luta contra os invasores midianitas. Após a extraordinária vitória, foi feito chefe de seu povo (Juízes 6.11 até 8.28);
* O destemido DAVI – Ousou duelar com o grande soldado filisteu Golias, pois não suportou ver seus irmãos israelitas serem humilhados e o Seu Deus insultado. Resultado: ganhou como recompensa riquezas, isenção de impostos para a família e a mão da filha do rei (1 Samuel 17);
* O devotado NEEMIAS - Preferiu voltar e reconstruir os muros Jerusalém acima de qualquer “causa de alegria” pessoal, deixando o cargo de copeiro do rei persa Artaxerxes. A recompensa foi poder levar o povo judeu a não só reconstruir os muros da cidade, mas também os da suas próprias vidas (Livro de Neemias);
* A rainha ESTER – Alcançou a significância dos judeus exilados quando, de forma ousada, arriscando a própria vida, interveio junto ao rei pelo seu povo, condenado ao extermínio (Ester caps. 3 a 8).

E você? Qual a sua decisão? Ir adiante, para as conquistas e notoriedade ou ficar no medo ou pessimismo, que a mediocridade e pobreza espiritual?

Para você sair da pobreza espiritual e da insignificância, você precisa:

1º DECIDIR ESCOLHER ENTRE A ADORAÇÃO E O PECADO.
O profeta Elias indagou aos israelitas nestes termos: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o” (1 Reis 18.21). Era um momento de decisão para eles, que estavam duvidosos e em pecado. Elias queria levá-los a reconstruir um altar de adoração a Deus em suas vidas.
Você também é hoje desafiado a escolher se queres adorar a Deus e ser levado à Sua Presença, com paz interior e consciência limpa ou aceitar se satisfazer com as migalhas que o diabo dar, em formas de prazer transitório, satisfação efêmera e glória terrena, neste mundo que “jaz no maligno” (1 João 5.19).

2º DESAFIAR O IMPOSSÍVEL.
Nada acontecerá se você ficar parado. As promessas de Deus se concretizarão, mas para isso acontecer, você precisa parar de se lamentar e viver na mesmice. Saia da toca! Vá além dos limites. Após a morte de Moisés, Josué conduziu o povo hebreu à conquista de Canaã, realizando o impossível, que era ultrapassar as muralhas de Jericó e vencer os dominadores da terra, e isso tudo com a sobrenatural mão de Deus (Livro de Josué).
Não fique estático, Deus te conduzirá em triunfo. Por isso, ore, persevere, creia e ande!

3º DECIDIR ENTRE A VIDA E A MORTE.
O que é que você deseja na eternidade? Viver ao lado do Pai na Glória ou descer ao Inferno e viver para sempre em meio às dores e ao desespero em saber que a chance foi perdida. Decida hoje que caminho tomar: o Caminho da Vida (Jesus) ou o caminho da ilusão em achar que, no final, Deus vai salvar a todos (Deuteronômio 30.19).

Os hebreus saídos do Egito tiveram a chance de desfrutar de uma vida além do que puderam sonhar, mas não conseguiram vencer a si próprio, pois a incredulidade e as dúvidas criadas nos seus corações os impediram de prosseguir além de Cades-Barnéia. Num lugar em que teriam que decidir pelo melhor, eles escolheram a mediocridade.

Seja você conhecido como um dos corajosos, que vai além e escolhe adorar a Deus ao invés de comer as migalhas de Satanás. Seja um dos que desafiam as impossibilidades e decide trilhar o Caminho da Graça, enquanto outros estão paralisados e enganados pelos cantos e encantos desta terra corrompida.

                                     Naquele que decidiu morrer por mim e por você,
                                                                                                                        Pr. Enádio.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

John Piper - Faça Guerra

Jesus, A Fonte que te Sacia



* Palavra ministrada no Acampamento 2013 das Igrejas Eterna Aliança em Petrolina/Pe.

Leia João 4.1-26.

Na época de Cristo, Israel era dividido em três grandes regiões: Judéia, ao Sul; Samaria no Centro; e Galiléia, ao Norte. Era na Judéia que estava Jerusalém, o centro político e religioso. Samaria e Galiléia, esta última de onde Jesus e grande parte de seus discípulos vieram, eram regiões mais desprezadas. Sempre que se viajava da Judéia para a Galiléia, passava-se por Samaria. Foi numa viagem dessas que Jesus, atravessando o território samaritano, ao meio-dia, cansado, parou junto a uma fonte na cidade de Sicar. Aquela era a Fonte de Jacó. Foi nessa parada que Jesus teve contato com uma mulher samaritana que veio ali tirar água. Jesus inicia um diálogo com ela pedindo água, pois não tinha como tirá-la do poço.

Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva (João 4.7-10).

Quando esta mulher foi até aquele poço tirar água, ela encontrou a verdadeira fonte que é Jesus. Jesus é a Fonte, o Poço que sacia nossas vidas. Ali, ao pé daquela fonte, ao dialogar com esta mulher, duas barreiras foram quebradas:
  1. A barreira da exclusão. Ele falou com uma mulher. Mulheres não eram inclusas na sociedade da época. Não podiam opinar nem conversar com estranhos. Jesus promove a inclusão dos excluídos, daqueles que ninguém se importa (Salmos 113.7-9).
  2. As barreiras da alma. Ele conversou com uma samaritana. Os judeus odiavam os samaritanos, pois eles eram israelitas que não foram levados para exílio pelos assírios e que se casaram com povos pagãos, portanto, aos olhos dos judeus, uma raça mestiça, considerada inferior por eles. Em contrapartida, os samaritanos eram ressentidos com os judeus. Jesus quebra as barreiras do preconceito, ódio e da amargura (ressentimentos). Você pode estar aqui hoje machucado, ferido, se sentindo mal amado ou a pior pessoa do mundo, mas Jesus te acolhe (Salmo 147.2-4). Ele nos ensina a perdoar, levantar nossa cabeça e seguir em frente.
 Jesus disse que Dele, a Fonte, jorra água viva. De água viva era chamada naquela época as águas potáveis. Essas águas eram tiradas de poços profundos. Muitas fontes têm dado água contaminada. São as fontes que jorram pecado, medo, desprezo e miséria. Muitas vezes você tomou água dessas fontes, mas não saciou sua sede. Quem se aproxima de Jesus e vai fundo em Sua Palavra, tem água potável, que é a Salvação. A salvação aqui na Terra do medo, do desprezo e da miséria e, por fim, a Vida Eterna.

Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. (João 4.11-15).

Depois do diálogo com Jesus e de perceber que Jesus a conhecia intimamente, ela o reconhece como um agente de Deus. A partir daí ela demonstra querer ir mais profundo ainda à fonte. Agora, não mais saciar a sede, mas conhecer a mais intensa, forte e íntima água da Fonte que é Jesus: o verdadeiro significado da adoração, que é adorá-Lo em espírito e em verdade (ver João 4.19-26). Darlene Zschech, líder do Hillsong United, o maior ministério de louvor do mundo, disse que “Adoração é o resultado do glorioso encontro entre o divino e o humano”. Segundo as palavras de outro pensador: “A verdadeira adoração é uma combinação de sacrifício e intimidade”.

Duas profundas verdades acerca da adoração:
  1. A verdadeira adoração move o Coração de Deus (Mateus 15.21-28);
  2. A verdadeira adoração nos leva a fazer todas as coisas como se fosse para Jesus, passamos a viver tudo para a Sua Glória. Paulo disse: Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim (Gálatas 2.20); A Bíblia, na paráfrase The Message (A Mensagem), diz: Pegue a sua vida diária e comum – seu dormir, comer, trabalhar e passear – e ponha diante do Senhor como oferta (Romanos 21.1).
 Conhecer Jesus é sinônimo de preenchimento de um vazio que é tão grande que só Ele pode saciar. Quando saciados, Ele nos leva a um estágio ainda mais profundo e intenso que é viver a adoração como um estilo de vida.

Pr. Enádio.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Seja você mesmo a mudança



Refletindo acerca do novo ano, eu pensava o quanto as pessoas querem mudanças para suas vidas. Criam expectativas com metas e sonhos e muitos chegam ao final do ano sem realizar grande parte destes projetos. São expectativas de começo de ano que não se concretizam, que não vingam. Por que é que muitos não conseguem realizar seus sonhos, seus desejos? Deus colocou no meu coração essa resposta: Porque nós não devemos buscar as mudanças, mas nós mesmos sermos a mudança.

Em 1 Samuel 17 relata um dos mais impressionantes e épicos fatos da Bíblia, que é o duelo entre Davi e o gigante Golias. Amo falar sobre Davi. Davi foi um homem segundo o coração de Deus. Neste texto, os exércitos de Israel e dos filisteus estão acampados em frente de batalha, separados apenas por um pequeno vale, e Golias aparece dentre as tropas filistéias, desafiando Israel a escolher um homem que duelasse com ele. Era costume resolver-se guerras mediante duelos individuais. Mas os israelitas temeram muito quando viram aquele guerreiro filisteu de mais de 2 metros de altura vestido como um forte soldado, com um dardo de bronze entre os ombros e uma grande e pesada espada empunhalada na mão. Nem Abner, o general de Saul, ou mesmo este, que era o líder, aceitaram duelar com o guerreiro filisteu. Por quarenta dias, pelsa manhã e pela tarde, o gigante filisteu se apresentava e afrontava a Israel.

Tinha Davi três irmãos que faziam parte do exército de Israel e o seu pai, Jessé, o enviou até o campo de batalha para levar comida para seus estes e trazer informações de como estavam. Davi vai e quando chega no arraial do exército israelita, se depara com aquela cena constrangedora, Golias desafiando Israel e insultando o povo de Deus. Davi, ouvindo os insultos, resolve lutar com o gigante filisteu, mas antes, ele pergunta o que se dará ao homem que lutar e vencer o filisteu. São nestes versículos que eu gostaria de pontuar algumas coisas, trazendo a você o que o Senhor falou ao meu coração:

Nos versículos 26-27 diz: Então, falou Davi aos homens que estavam consigo, dizendo: Que farão àquele homem que ferir a este filisteu e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?  E o povo lhe repetiu as mesmas palavras, dizendo: Assim farão ao homem que o ferir. Estas palavras estão no versículo anterior (versículo 25): E diziam uns aos outros: Vistes aquele homem que subiu? Pois subiu para afrontar a Israel. A quem o matar, o rei o cumulará de grandes riquezas, e lhe dará por mulher a filha, e à casa de seu pai isentará de impostos em Israel.

Quando Davi ouviu isso, duas coisas lhe chamaram a atenção:

  1. A afronta que Golias fez ao povo de Deus. Este gigante era um incircunciso, ou seja, um homem que não tinha uma aliança o Deus de Israel nem O conhecia, e desafiava o povo de Deus de forma humilhante. Davi se incomodou com aquilo. Israel tinha uma história de grandes vitórias contra grandes inimigos, até mesmo contra os filisteus. Era o único exército que representava Deus, lutava em Seu Nome e por Ele era ajudado. Como podia alguém afrontá-los daquela maneira?
  2. As recompensas que se daria aquele que duelasse e vencesse aquele gigante.

Davi toma a decisão de lutar e é levado a Saul para confirmar isso. Davi foi a mudança que ele queria para a sua vida. Ele quis mudar de vida e aceitou os desafios que o levariam a isso. Tudo começou com um desejo e depois com uma decisão de desafiar aquilo que provocaria esta mudança.

Quando Davi resolveu desafiar Golias, ele provocou pelo menos duas mudanças:
1ª. Uma mudança em sua vida pessoal. Ele perguntou: Que farão àquele homem que ferir a este filisteu e tirar a afronta de sobre Israel? Ao lutar e vencer, ele receberia as recompensas que o rei oferecia. Haveria na sua vida pessoal mudanças em três aspectos:
·         No aspecto emocional – casaria com a filha do rei, sendo com isso elevado a príncipe;
·         No aspecto financeiro – seria cumulado de grandes riquezas;
·         No aspecto familiar – toda a sua família estaria isenta de pagar impostos.

2ª. Uma mudança nos aspecto espiritual. A vitória de Davi sobre Golias trouxe ao exército de Israel motivação para lutar e voltar a vencer os filisteus, pois depois de morto o gigante, eles perseguiram o exército inimigo, que fugiu, derrotando-os. A autoestima do povo de Deus estava agora elevada.

Nós devemos ser as mudanças que desejamos. Estas mudanças partem de uma decisão nossa. Aceite os desafios, enfrente-os, pois a ação de Deus parte quando você dá o primeiro passo.

Pr. Enádio. 

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